Obamania…

2008 Julho 1

É… eu também sou um obamaníaco confesso que, se americano, certamente faria campanha aberta por Barack. Não por que ele tenha soluções macro-econômicas razoáveis que afetem o Brasil de imediato, e conseqüentemente a minha vidinha ordinária. Eu adoro Obama simplesmente por que Obama é o hype do momento, a coisa mais cool e na moda que há nas ruas, nos jornais e nas universidades. A razão parece a menos profunda e mais superficial das que você possa ter ouvido ou lido, mas talvez seja a mais razoável e sincera entre as muitas que eu mesmo vi por aí.

Vendo de fora, muito de fora, a impressão que se tem é que há uma espécie de conspiração cultural americana para eleger o homem, fomentada durante anos com negros respeitáveis assumindo papéis de destaque na mídia e em toda a indústria cultural americana. Desde a indústria do cinema e do esporte, indo até a maciça indústria musical.

Há músicas e vídeos em sua homenagem, sites, blogs e as ferramentas de comunicação e marketing mais modernas e poderosas trabalham a favor do homem.

Não é por acaso que a força espiritual por trás da campanha de Obama seja a dos jovens americanos. São eles os maiores consumidores desses bem culturais e são eles também os mais fartos da abordagem republicana, profundamente grosseira, antiquada e desconectada do mundo jovem e moderno em que vive a maioria desse eleitorado de Barack.

Eu poderia lhe dar inúmeras razões econômicas ou geopoliticas para apoiar Obama. Mas nenhum presidente jamais pareceu tão dinâmico na hora de tomar decisões de tão alto risco quanto Wayne Palmer na série de TV 24 horas da FOX e nenhum jamais terá a solidez moral e os nobres princípios de Morgan Freeman no blockbuster Impacto profundo.

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