Minha verdadeira paixão, em termos de esporte, é e sempre será a Formula 1. Para mim não há esporte mais fascinante em todos os seus aspectos quanto a Formula 1.
Na última semana e meia, no entanto, a Formula 1 “saiu de férias” e eu me vi obrigado a concentrar a minha tensão e dispersar minha crise de abstinência das corridas nas Olimpíadas.
O horário é ingrato, eu diria torturante, mas eu fiz questão de acompanhar bem de perto até agora o nadador Michael Phelps. O garoto americano, tão jovem, já pode ser considerado o maior monstro consagrado de toda a história dos esportes.
Eu já vi muita coisa espetacular na história dos esportes. A melhor talvez tenha sido o conjunto das atuações do “Dream Team” americano de basquete em Barcelona/92. Cada jogo parecia um bate bola descompromissado entre Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Patrick Ewing e alguns outros mais, ou mesmo um treino de fim de tarde. Cada partida assemelhava-se a um grande show, ao invés de um jogo oficial de Olimpíadas.
No caso de Michael Phelps, o prazer em vê-lo destroçar, prova a prova, os seus adversários e ir tornando-se o maior nome da história de todas as Olimpíadas, chega a ser quase sádico.
Se você prestar bem atenção ao final das provas, e observar as diferenças que o nadador americano impõe, de meio a um corpo inteiro ao final de cada prova, você terá a leve impressão de que os seus adversários parecem não ter rosto.
São todos eles uma das mais belas sínteses do papel de coadjuvante que eu já vi no esporte, parecem nadadores sem rosto ou identidade diante do brilho intenso de Phelps.