Quando Leonardo di Caprio encontra Richard Dawkins

Vi até agora 40 minutos de “Inception,” ou a Origem, como resolveram ridiculamente chamá-lo aqui no Brasil. Até agora tudo bem, tudo muito inteligível.

Estou esperando o filme enrolar-se, como uma cebola, em seus sonhos múltiplos, mas a única ideia que ele me “inceptou” na cabeça foi a referência ao conceito de “meme”, cunhado por Richard Dawkins no distante 1976 através do clássico Gene Egoísta.

A “ideia” de que uma “ideia” — uma meme — é um parasita resiliente faz eco com o conceito geral da meme: uma unidade de informação transmitida de mente a mente através das leis gerais da evolução e adaptação concebidas por Charles Darwin.

Eu li o livro há muito tempo e a primeira reação foi vasculhar o Google para ver se alguém não captou a mesma referência. Há 1.040 resultados para a associação dos termos Dawkins+Caprio — o que demonstra a minha pouca originalidade como assimilador de signos pop.

Adorei o fim aberto do filme, mas de tudo, adorei Cobb/Caprio no submundo, sonhando as memórias felizes com sua família, uma sugestão de que o realismo mágico dos sonhos é infinitamente mais atraente que nossa vã realidade…

 

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